sábado, 21 de fevereiro de 2015


"Pai da Internet" alerta para uma possível idade das trevas digital



imagem: Google

O vice-presidente do Google, Vint Cerf, alertou que todas as informações armazenadas digitalmente durante um século inteiro podem ser dizimadas, colocando boa parte dos documentos que registram nossa história sob ameaça. Também chamado de "o pai da Internet", Vint acredita em uma possível “idade das trevas da era digital”. 

O motivo do desaparecimento súbito seriam as constantes atualizações de sistemas, que podem tornar arquivos armazenados inacessíveis defasados e incompatíveis com os leitores do futuro. Portanto, comece a imprimir suas fotos prediletas, antes que elas sumam do mapa.
A cada segundo, milhares de novas fotos são carregadas para as redes sociais em todo o mundo; e a maioria dessas imagens é enviada diretamente de uma câmera digital ou de um smartphone, fazendo com que a imagem nunca exista realmente em uma forma física. Porém, especialistas acreditam que dentro de algum tempo, os arquivos salvos nos formatos que conhecemos hoje podem se tornar incompatíveis com novas tecnologias que surgem a uma velocidade impressionante. 

Alguns pioneiros já começaram seus esforços para evitar que as próximas gerações não tenham acesso à nossa memória digital. Em 2010, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos assinou um acordo com o Twitter para arquivar tweets públicos enviados pelos usuários desde o lançamento da plataforma. A ideia é preservar as mensagens e disponibilizá-las para análises futuras. 

Já no Reino Unido, a Biblioteca Britânica está adotando medidas ousadas para corrigir o que chamam de "buraco negro digital", onde a informação é perdida, uma vez que fica presa em uma página da web que foi extinta, por exemplo. Desde 2004, eles trabalham para arquivar sites para gerações futuras e também para imprimir materiais publicados digitalmente. 

Mas imaginar que apenas imagens e textos serão perdidos nesse buraco negro é limitar nosso pensamento. Gravações históricas de músicos geniais também podem desaparecer se nada for feito a tempo. Algumas gravações históricas ainda existem em fitas cassetes, discos e outros formatos que são vulneráveis não apenas à degradação física, mas ao desaparecimento da tecnologia necessária para reproduzi-las. Para tentar decidir qual é o melhor formato para preservá-las para os próximos cem anos, é necessário antecipar quais tecnologias ainda podem estar disponíveis no futuro.

"Uma saída poderia ser manter o mínimo de compatibilidade de leitura para os dados mais antigos, mesmo com as novas tecnologias, sem se preocupar com questões de rapidez de processamento, capacidade ou custos", disse Eric Burgener, diretor de pesquisa da IDC. “O mal, claro, está nos pequenos detalhes”.


Via Pesquisa Mundi

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