sábado, 18 de janeiro de 2014


Curta-metragem "Feral" nomeada para o Óscar animação 2014



  Feral trailer from Daniel Sousa on Vimeo.

Fonte: Público digital
Vitor Belanciano e Ana Abreu 16|1|2014


É "um filme de atmosfera portuguesa", diz-nos o português Daniel Sousa, a residir nos Estados Unidos, acerca de Feral, a curta-metragem de animação que lhe pode valer um Óscar.
E as hipóteses de sair vencedor são reais. Este é o seu sexto filme e entre os cerca de quarenta festivais onde já foi exibido foi coleccionando prémios. Entre eles, três distinções no festival francês de Annecy ou o prémio de melhor filme de animação do festival Anima Mundi do Rio de Janeiro, que lhe deu acesso directo a uma vaga na pré-selecção dos Óscares. Em 2012 havia conquistado o prémio RTP Onda Curta no Cinanima de Espinho.  

O filme começou a ser idealizado em 2008, revela. “Comecei a pensar nele há cerca de cinco anos”, conta, mas como não podia trabalhar no filme quotidianamente o processo arrastou-se. “Representa um período da minha vida que irei lembrar para sempre”, afirma, aludindo ao universo central do filme. “É a história de uma criança selvagem e outros temas universais que definem o ser humano – a diferença entre os humanos e os animais, a diferença entre a inteligência e os instintos.”


A curta-metragem de 12 minutos foi produzida pelos Estados Unidos e Portugal, o que não surpreende. É que Daniel Sousa nasceu em Cabo Verde em 1974, cresceu em Portugal e em 1986 mudou-se para os Estados Unidos, onde vive desde então. Foi aí, mais exactamente em New England, que viria a ser um dos fundadores da Handcranked Film Projects, uma produtora de filmes independentes ou experimentais. A sua formação deu-se na Rhode Island School of Design, onde hoje dá aulas, tendo também leccionado na Universidade de Harvard ou no Art Institute of Boston.


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