quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


Fernando Pessoa e os modernos



Fernando Pessoa e os modernos: mostra de livros do fundo documental da biblioteca | centro de recursos sobre Fernando Pessoa e as vanguardas artísticas das primeiras décadas do século XX.

Piso 2 - sala 520


[...] Pessoa quis ser toda uma literatura, isto é, viver dentro de si todos os movimentos.  Podia criar um ismo - e criou mais de um, no que se distinguiu dos vanguardistas declarados - , mas esse ismo devia ser tal que sintetizasse os outros, como o interseccionismo em relação ao cubismo e ao orfismo, por exemplo, ou que os aceitasse todos, numa atitude whitmaniana de franca afirmação, só não aceitando o que neles implicasse exclusão.
Ter percebido o lugar de Whitman na poesia moderna - correspondente ao de Nietzsche na filosofia - permitiu que Pessoa (como Borges) se situasse antes das vanguardas históricas, mas sem perder nada de fundamental do que estas traziam. Algumas interjeições e alguns versos davam um ar futurista às produções de Campos; mas estas não teriam sido possíveis se antes de Marinetti não tivesse existido Whitman, a quem Pessoa longamente saúda em 1915.[...] (Pizarro, 2009) 1


1 Pizarro, Jerónimo - Fernando Pessoa:Sensacionismo e outros ismos. Lisboa: INCM-Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2009.ISBN 9789722716635 

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