quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Vai tudo bem no mundo da edição crítica?




Um artigo de Virginia Collera, datado de 28  de agosto passado, chamou-nos a atenção para o mundo da crítica literária sobre as edições de autor em e-books. No texto, a jornalista cita o exemplo de  John Locke, um campeão de  vendas (milhões de livros digitais) em edições de  autor .  O sucesso de Locke é tal que recentemente chegou mesmo a publicar How I Sold 1 Million eBooks in 5 Months! uma obra em que dá conselhos  sobre a sua chave de sucesso editorial. Porém,  John Locke esqueceu-se de referir que encomendou 300 críticas favoráveis sobre a saga de Donovan Creed, ex-agente da CIA.

Portanto, no mundo do digital,  o segredo das vendas de edições de autor pode passar por aí:  uma questão de  publicidade enganosa, ou fraude, em que a qualidade do livro não é relevante e em que a honestidade  é pouco rentável para o autor da resenha crítica.  Segundo a mesma fonte, nos Estados Unidos, a Gettingbooksreviews.com, por exemplofoi obrigada a  cancelar a sua atividade de resenhas de obras. As represálias da Google e da Amazon,  neste caso,  ditaram o seu fim. Felizmente, e por enquanto, vai havendo mecanismos de regulação formal e informal.

São os autores e as editoras que estão em cheque, mas também os críticos, que têm assumido até agora, e em geral,  um papel pedagógico  tradicionalmente  insuspeito. Cada vez menos ética e cada vez mais um negócio?

Ler texto integral, AQUI.

via papelesperdidos

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