domingo, 7 de outubro de 2012


Tarefas infinitas na Gulbenkian




O ciclópico acto 
Luiza Neto Jorge (1939-1989) ; Jorge Martins (1940)
FCG – Biblioteca de Arte [LA 127] © Jorge Martins, SPA, 2012 | Foto: Carlos Azevedo


Nas primeiras páginas do catálogo da exposição, podemos ler:
«Abrir um livro é correr o risco de encontrar o infinito.  Ter ao alcance da mão, o sem-limites. E de que outro modo poderíamos nós encerrar o infinito senão no finito? Mensurável, palpável, visível. Nesse espaço aberto a branco das páginas, nas suas dobras, pode surgir o sem princípio, nem fim, nem centro: o Livro infinito. Liberdade de leitura que é também desorientação: perdem-se as certezas e as referências habituais; os caminhos e os sentidos bifurcam-se; a noite cerca-nos. Uma espécie de cegueira: o livro abre uma obscuridade essencial.  A dos novos começos.»

Esta exposição é um ensaio, afirma Paulo Pires do Vale, o curador da exposição, um espaço de ensaio, um lugar de didática, uma experiência do olhar, espaço crítico, sem impor verdades, antes conduzir a aporias. Mas, diz-nos ainda o curador, esta não é uma exposição de livros. Fala-nos pois da relação próxima entre livro e arte, isto é, do livro como significante e como significado (cf. catálogo, pp. 11-19).

A não perder. Finda a 21 de outubro.

fonte : FCGulbenkian

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