sexta-feira, 7 de outubro de 2011


Origami: a arte e a matemática






Deem-me uma folha de papel e eu farei um barco, uma flor, um cisne, tudo o que quiserem...

Esta frase não é a de Arquimedes, mas foi inspirada na frase célebre do sábio.

No artigo "Origami"*, publicado na revista Educação e Matemática, nº 114, da APM, recentemente chegada à biblioteca da escola, Ilda Rafael fala-nos do seu fascínio por esta arte em papel, começando por evocar as brincadeiras de infância. Um prazer que manteve pela vida fora, tornando-o uma forma de trabalho e lazer.
Diz a autora:
«As potencialidades do Origami são imensas. Quando pegamos numa folha de papel e começamos a dobrá-la descobrimos formas e propriedades que nos deixam maravilhados. Este é o início daquela que pode ser uma jornada sem fim, através de um universo fascinante.
O meu apreço pelo Origami começou quando era ainda criança, com a dobragem de um chapéu para me proteger do Sol. Chapéu, que acabaria por se transformar num barco. Mais tarde, ainda no primeiro ciclo, descobri a caixa de pasteleiro, o sapo que salta e o pássaro que bate as asas, mas, é desde 1997 que me tenho dedicado a esta arte. Tenho estudado muitas propriedades sozinha, mas sinto que obtenho mais prazer quando o faço em conjunto, seja com alunos, com colegas ou num museu. (...)»

O Origami surge na China por volta do ano 105 a.C., segundo as investigações, e espalhou-se pelo mundo a partir dos primeiros séculos da nossa era. Porém, a técnica do Origami e a filosofia que lhe subjaz apenas existem a partir de 1950, com o japonês Akira Yoshizawa, considerado o pai do Origami moderno (cf. Sarmento, p.18). Posteriormente, outros se lhe seguiram, desenvolvendo técnicas e modalidades, como os sete axiomas de Huzita-Hatori na teoria matemática das construções geométricas.

O tema é tão interessante que não dispensa uma leitura da revista impressa, ou do artigo em pdf. AQUI.


Rafael, Ilda. Origami. Educação e Matemática, 114, pp.16-23.

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