quarta-feira, 29 de junho de 2011


Seminário sobre RED


A escola e a sociedade devem reflectir sobre o papel das TIC na educação e na formação, de alunos e de professores, no presente, perspectivando-as no futuro.


Ontem, dia 28 de Junho, no auditório da Escola Secundária de Camões, profissionais ligados de algum modo à educação e ao ensino, participaram no Seminário “Recursos educativos digitais : que futuro?”, promovido pela Equipa de Recursos e Tecnologias (ERTE) da Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC). Esta acção insere-se no âmbito do SACAUSEF, que quer dizer: Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação. Um projecto financiado pelo Fundo Social Europeu, desde 2004.


Como era previsto, assistimos às apresentações de diversos oradores como:


Jan Hylén, da Suécia, que falou sobre: Dar conhecimentos gratuitamente – o aparecimento de Recursos educativos abertos (REA).


José Luís Ramos, professor Da Universidade de Évora. Recursos educativos digitais: reflexões sobre a prática.


Teresa Nobre, coordenadora do Projecto jurídico – Creative Commons, Portugal. Licenças Creative Commons: o instrumento legal dos recursos Educativos Abertos.


John Traxler, professor da Universidade de Wolverhampton, Reino Unido. Aprendizagem móvel e os recursos educativos digitais do futuro.


Jim Ayre, multimédia Ventures Europe, Irlanda. Da cultura à educação: tornar acessíveis conteúdos digitais do património cultural às escolas na Europa.


Vítor Duarte Teodoro e Fernando Albuquerque Costa, ambos da Universidade Nova de Lisboa- Moderadores. Súmula das apresentações.


Algumas questões, colocadas pelos oradores, para reflectirmos:


Os recursos educativos abertos (REA) são um bem para as sociedades mais pobres. Desde 2007, que o vídeo está a ultrapassar o texto escrito. Os Open Education Practice têm interesse como recursos para a área do ensino/aprendizagem. A UNESCO e a OCDE recomendam aos governos a utilidade destes recursos, cuja continuidade requer o empenho de toda a comunidade internacional. Porém, a qualidade e a relevância dos conteúdos são imprescindíveis. A equacionar para o seu futuro dos REA: a propriedade intelectual, a sustentabilidade de alguns projectos e questões de ordem técnica/comercial.


Os RED não devem existir por si mesmos, servem para resolver problemas e devem ser o mais possível interactivos. Se uma aula prescindir de recursos digitais, estes devem ser evitados. Os RED têm de servir para melhorar as aprendizagens dos alunos. Assim, os RED devem ser estratégias inovadoras. Isto é, só vale usar se ajudarem a melhorar o trabalho educativo.

A avaliação crítica desses recursos é imprescindível.

As Licenças Creative Commons estão largamente difundidas, mas Portugal é o 21º país a solicitar a atribuição de licenças. A Espanha ocupa um lugar de topo. O Brasil, por exemplo, é um dos países mais activos.

Europeana (http://www.europeana.eu/portal/) é um projecto com potencialidades incríveis no acesso à herança cultural da Europa. Uma biblioteca digital que as escolas não devem desprezar. Possui milhões de itens.

O plágio deve fazer parte, cada vez mais, das preocupações dos educadores.

Finalmente, ficaram ainda questões sem resposta:

Os professores estão a valorizar os processos e a envolver os alunos para uma verdadeira aprendizagem ?

Os recursos educativos devem estar ao serviço dos professores e do ensino ou devem estar ao serviço dos alunos e das aprendizagens?

Ficou uma ideia mais ou menos generalizada de que, em matéria de recursos educativos digitais e do seu impacto, está tudo ainda por fazer. Isto é, as questões que se colocavam no passado são ainda as de hoje e, portanto, as do futuro.

Site do Projecto e Cadernos - digitais, AQUI.


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