segunda-feira, 27 de junho de 2011


Dimensões da literacia mediática e digital

Que sabemos da expressão "literacia mediática"? Como saber se temos competências literácitas neste domínio? Este vídeo dá conta de algumas implicações que concorrem para a definição de um conceito tão recente, e que define uma boa parte das características dos nossos jovens.




Reportando-nos às escolas e ao ensino, o desenvolvimento das tecnologias audiovisuais e, nos anos recentes, das tecnologias digitais, têm forçado os governos, as instituições e os educadores a equacionar metodologias de ensino e a formação dos professores. Porque está em casa uma nova concepção de aluno, nascido em plena era digital, na sua forma de estar, de ser e de adquirir conhecimento em contexto de aula/aprendizagem. A capacidade de lidar, aprender e produzir conteúdos com as novas tecnologias, envolve o conceito de Literacia Digital.

Esta nova realidade tem dado origem a estudos, concertação de propósitos e tomada de medidas por parte das entidades governamentais europeias. Por exemplo, o documento “Media Literacy”, publicado no site da Comissão Europeia, para as Políticas do audiovisual e dos Media, informa-nos de algumas acções que têm sido empreendidas no sentido de darmos resposta a pedidos, quer do Parlamento Europeu quer dos Estados-Membros, resultantes do reconhecimento da importância desta matéria. Tem este documento a seguinte introdução:

The way we use media is changing and the volume of information we get today is enormous. People need the hability to access, analyse and evaluate images, sounds and texts on a daily basis […]The Commission recommands that all EU countries and the media industry need to increase people’s awareness of the many forms of media messages they encounter be they advertisements, movies or online content.(EUR.COM, Media Literacy, 2009)

As novas tecnologias representam, assim, novos desafios para pais, educadores e instituições. São uma oportunidade também para transformar e melhorar as antigas práticas de veicular conhecimento e adaptar, portanto, a qualidade do ensino e da aprendizagem a um novo paradigma.
As bibliotecas podem ajudar a fazer a diferença, sobretudo em zonas sociais desfavorecidas. A expressão "digital divide" exprime a diferença que pode existir entre os que têm acesso aos meios digitais e os que não os têm.

O artigo de Daniel Bofey, da E-learning Foundation refere:
«[...] crianças sem acesso a um computador à noite estão cada vez mais em desvantagem na sala de aula. A pesquisa sugere que 1,2 milhões de adolescentes entram em páginas de revisão todas as semanas e aqueles que utilizam recursos online têm, em média, uma maior probabilidade de sucesso nos exames.»


Fontes:


Silva, Julieta (2009), in "A biblioteca escolar na sociedade da informação", PDBE - Problemas e Desafios da BE, pp.1-2/13. (artigo no âmbito do curso de mestrado, UAb, Lisboa)

Boffey, Daniel, in "Children with internet access at home gain exam advantage, charity says", Guardian, Education -21-05- 2011.


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