terça-feira, 17 de maio de 2011


Silvae de João Queirós, 1957-


João Queirós, Sem título, 2006-2007 (in Silvae, p.160)

O catálogo de capa dura, relativo à exposição de JQ, na Culturgest, foi-nos oferecido pelo Pedro Morais, artista plástico e ex-professor da António Arroio. Este gesto é a repetição de outros. Sempre que pode, o Pedro arranja-nos um bom catálogo de uma exposição recente. Desta vez, com o ar sério que põe nas sua observações, não escondeu a admiração que tinha por João Queirós: «Subtileza e força» foram estas as suas palavras sobre a exposição do artista (ao mesmo tempo que me entregava a prenda).

De JQ, destacamos um excerto da sua entrevista com Bruno Marchand, transcrita e incluída no catálogo:

«A pintura hoje sabe mais de pintura do que a pintura de que a antecedeu. E tudo quanto é património de autoconhecimento da pintura é algo que eu quero aceitar. Precisamente porque aceito e compreendo essa história, posso agora voltar a coisas muito mais básicas; por exemplo, voltar a pintar, voltar a ver, voltar a interpretar. Como te disse, a dada altura do modernismo a pintura tornou-se objecto, tornou-se escultura, chegou a um limite. Eu hoje pinto paisagem com a liberdade que esse limite me permite. Só te permites fazer isto depois de toda esta história e à luz desta história». Silvae, p.233.


Sem comentários: