segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


Jovens portugueses procuram bibliotecas






A biblioteca da Escola António Arroio esteve presente na Conferência EU kids Online dia 4 de Fevereiro. As nossas expectativas quanto aos resultados do estudo cumpriram-se. O estudo efectuado junto de mil alunos e mil pais levanta questões interessantes na área da segurança e da literacia informacional sobre as nossas crianças e jovens. Uma das conclusões que importa realçar, tendo sido igualmente divulgada pela comunicação social, é o papel relevante das bibliotecas como lugares de socialização e de lazer na vida dos jovens portugueses, que ultrapassam de forma significativa os outros países da União Europeia.
Este texto divulgado pela comunicação social reflecte esse facto.


As bibliotecas municipais e escolares em Portugal estão a ganhar importância como espaços privilegiados para utilização da Internet, revela um estudo europeu sobre crianças e riscos online , apresentado na Universidade Nova de Lisboa.


Este foi um dos dados que surpreendeu a coordenadora nacional do estudo, Cristina Ponte, que reforça o potencial das bibliotecas como espaço a apostar para ensinar os alunos a fazer uma boa utilização da Internet.

Os investigadores presentes hoje no debate sobre os resultados do estudo foram unânimes em considerar que com a rede de bibliotecas escolares e com a presença - obrigatória há dois anos - de professores bibliotecários está aberto caminho para uma intervenção mais activa junto dos alunos.

Esta intervenção passa por dar apoio, controlar e ensinar a fazer um bom uso da Internet, nomeadamente junto dos jovens oriundos de estratos socioeconómicos mais baixos, que são, simultaneamente, quem tem menos apoio deste género em casa e quem mais usa as bibliotecas, por ter acesso à Internet grátis.

Segundo o estudo, a procura de bibliotecas por jovens portugueses para aceder à Internet é em Portugal o dobro da europeia.

As crianças procuram-nas como um espaço onde se sentem bem, tal como em casa, refere Cristina Ponte, acrescentando que há crianças com Internet em casa que ainda assim vão para as bibliotecas, muitas vezes com o seu portátil, para conviver.

«Este dado vem reforçar o potencial das bibliotecas, que deve ser pensado. As bibliotecas são locais de socialização e um potencial para intervenção activa em matéria de segurança», afirmou a investigadora.

Na imagem:programas de férias para jovens (CM Moita)

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