segunda-feira, 11 de outubro de 2010


Literacias e bibliotecas

O conceito de literacia tem mudado ao longo dos anos. À medida que a tecnologia digital evolui, e, por conseguinte, esta realidade vai ficando cada vez difundida entre crianças e adolescentes, tem toda a pertinência questionarmo-nos sobre conceitos de "leitura", "literacia" e "competência informacional".
A forma como as crianças e jovens vivenciam a actual realidade digital, i.e., utilizam de forma intuitiva as competências, conhecem e acedem a conteúdos, desafia os profissionais de educação, incluindo os professores bibliotecários, a “uma abordagem destas competências, o combate das fragilidades, nomeadamente no modus operandi no acesso e uso dos conteúdos (Calçada, 2010: 27)1.
“A Literacia não é o suficiente”(Cox, 1998), frase citada por Calixto (2010)2 em Para além da Branca de Neve: bibliotecas, educação e literacia da informação. Segundo este especialista, “os cidadãos minimamente activos e intervenientes no nosso século necessitam de outras competências, baseadas sem dúvida na possibilidade de uma leitura e compreensão fáceis e rápidas, mas muito mais complexas e exigentes (além do mais porque carecem de actualização permanente). Essas são as competências de informação e as bibliotecas são, tudo o indica, os locais privilegiados para o seu desenvolvimento.” (Calixto, idem, p.7)

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1.Coordenadora do Gabinete das Bibliotecas Escolares.
(2009).Para além da Branca de Neve - Bibliotecas escolares e literacia da informação . Lisboa, Edições colibri/CIDEHUS/EU/biblioteca Pública de Évora, pp. 27-37.
2. Coordenador da Biblioteca Pública de Évora.
(2009). Para além da Branca de Neve - Bibliotecas escolares e literacia da informação . Lisboa, Edições colibri/CIDEHUS/EU/biblioteca Pública de Évora, pp. 9-25.

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