quinta-feira, 22 de julho de 2010


Alberto Manguel


Fonte: Público, 22-07-2010

No meu caso, o conhecimento do mundo passou sempre pelos livros. Tive uma infância um pouco particular: o facto de o meu pai pertencer ao corpo diplomático fez com que viajássemos muito e que eu não tivesse nenhum sitio onde me sentisse em casa. A minha casa estava nos livros. Regressar à noite aos livros que conhecia, abri-los e constatar com imenso alívio que o mesmo conto continuava na mesma página, com a mesma ilustração, dava-me uma certa segurança e um certo sentido do lar. (Alberto Manguel, em entrevista)


Alberto Manguel, em adolescente, lia em voz alta para Jorge Luís Borges, um escritor cego. O escritor e ensaísta argentino, eclético, vive num presbitério medieval em ruínas, rodeado de 40 000 livros, sem Internet, sem email, nem telemóvel. Não precisa. Está bem assim - diz. Para Manguel, o e-book é apenas uma “uma tábua de argila com mais memória”, e as folhas de pergaminho, substituídas pelos códices, deram lugar ao scroll do ecrã de computador. A sua História da Leitura, publicada em 1999, pela Presença, é de leitura obrigatória.
A todos os bons leitores e os que se interessam pelo tema, aconselhamos a ler a entrevista ao Público, durante a sua estada em Lisboa. AQUI.

Links associados:
No Bosque do Espelho (2009).
Uma História da Leitura (1999)
Biografia de Alberto Manguel
http://www.fantasticfiction.co.uk/m/alberto-manguel/

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