terça-feira, 15 de julho de 2008


Bibliotecas Itinerantes fazem 50 anos





Uma iniciativa da FCG que fez meio século em Maio: encher uma carrinha de livros e fazê-los chegar até vários pontos de um país pobre e sem acesso à cultura. Serviço gratuito, acesso livre às estantes, empréstimo domiciliário contribuíram para o sucesso deste projecto de Branquinho da Fonseca, director do Serviço de Bibliotecas itinerantes, que durou de 1958 a 1974.

Alguns casos apontados nos primeiros boletins informativos da FCG: "Lembramos uma velhinha de oitenta anos: resolveu ler toda a colecção de Júlio Verne, conscenciosamente, do primeiro ao último volume. É extraordinário como se pode ter oitenta anos e um coração de jovem! (...) Lembramos esse alentejano que nunca tinha lido um livro, cavador rude, homem de enxada que, dois anos depois de iniciada a obra das Bibliotecas Itinerantes, discutia desenvolvidamente connosco os romances de Camilo Castelo Branco e de Balzac. (...) E há imagens que ficam... a expressão extasiada do pequeno que leu o seu primeiro conto de fadas... o grupo de pescadores da Nazaré correndo do barco para a Biblioteca, escorrendo água, cheirando a peixe, trazendo ainda no olhar a labuta da faina e o infinito azul do oceano..."

Nestes 44 anos, as bibliotecas da FCG emprestaram cerca de 97 milhões de livros a quase 29 milhões de leitores, espalhados por três mil e novecentas povoações.
Esgotado este modelo, a Fundação continua a desenvolver projectos, acções e concursos de apoio ao livro e à leitura.
( texto produzido a partir do original "Bibliotecas Itinerantes nasceram há 50 anos" in FCG Newsletter, Junho 2008, número 94 - publicação disponível na Biblioteca/centro de recursos).

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